ROTEIRO "CÉUS ABERTOS"

PESONAGENS:

Narrador

Personagem 1

  Personagem 2

 

ROTEIRO:

 

[Narrador ao centro do palco. À sua direita, o Personagem 1. À sua esquerda, Personagem 2. Todos usam preto. O narrador olha fixamente a plateia, enquanto os 2 personagens ficam eretos, porém, de cabeça baixa]

 

NARRADOR: Se eu te pedisse pra definir a humanidade hoje em uma palavra, o que você diria? Hipocrisia? Perdição? Alguns otimistas poderiam dizer que o mundo hoje é cheio de informações e cheio dessa rapidez. Se eu fizesse a mesma pergunta pro passado e pro futuro você esperaria respostas diferentes, não é? Hmmmmm... sinto-lhe dizer que não, eles diriam a mesma coisa. Pois é. É uma triste verdade, mas o mundo hoje se vê preso.

 

[Neste momento, o personagem 1 começa a fazer mímicas de que está numa cadeia. O personagem 2, por sua vez, faz mímica de que está cego]

 

NARRADOR: Não necessariamente uma prisão física, mas uma prisão que te coloca num quarto escuro. Mesmo que você não veja nada, você é o centro desse quarto.

 

[Os 2 personagens voltam à suas posições originais, com as cabeças baixas]

 

NARRADOR: Tudo isso é muito sutil, sabe? As vezes vêm das ideias mais bem intencionadas ou de regras que você aprendeu ao longo da vida. Platão...

 

[O personagem 1 faz uma pose de filósofo]

 

NARRADOR: Platão, filósofo, uma vez disse que temos um mundo totalmente diferente: o Mundo das Ideias. Chegaremos a ele por meio da razão. Mas... se você para pra pensar... razão é palpável. Razão é lógica. Razão é regra. Razão são os cinco sentidos. Razão as vezes te mata.

 

[O personagem 2 faz uma pose com as mãos no pescoço, como se quisesse se estrangular]

 

NARRADOR: Antigamente também falavam que pra alcançar a paz que todo mundo quer, temos que fazer boas obras. Temos que ser bons. Temos que andar na linha e temos que ser perfeitos. Temos, temos, temos.

 

[Os 2 personagens voltam pra posição original]

 

NARRADOR: Você faz, você obedece, você realiza as coisas pra que consiga outras. Isso pode até te ajudar por um tempo, mas você se cansa. Quando você faz, com a sua força, tem como descansar em algum momento?

 

OS 2 PERSONAGENS ERGUEM A CABEÇA E GRITAM JUNTOS: NÃO!

 

NARRADOR: Tem como viver sem que haja aquela preocupação de que “nossa, eu preciso fazer isso” ou “nossa, eu não agi assim e por isso to sendo castigado”?

 

OS 2 PERSONAGENS: NÃO!

 

NARRADOR: Por melhor que você seja, por mais que você tente, se continuar desgastado assim você consegue aguentar?

 

OS 2 PERSONAGENS: NÃO! (e abaixam a cabeça)

 

NARRADOR: Não. Você continua lá, cabisbaixo, no meio do seu quarto escuro.

 

[Silêncio]

 

NARRADOR: Mas não precisa ser assim.

 

[Os 2 personagens voltam a fazer as poses de prisão]

 

NARRADOR: Alguém uma vez foi enviado, com o maior amor do mundo, pra que você saísse da sua própria prisão. A prisão de si mesmo.

 

[Narrador vai ao encontro do personagem 1 e “abre a jaula” para ele]

 

NARRADOR: Ele te livra.

 

[Narrador vai ao encontro do personagem 2 e toca em seus olhos]

 

NARRADOR: Ele te traz paz.

 

[Os 2 personagens ficam eretos, mas desta vez olhando para a plateia fixamente]

 

NARRADOR: Mas como? Como eu me livro, como eu vivo sem que haja sobre mim essa sensação de humanidade perdida no coração?

 

[Os 2 personagens vão ao centro do palco, ficam de costas um para o outro e esticam os braços para frente. Assim, forma-se uma cruz com os corpos]

 

NARRADOR: Eu me livro sabendo que alguém um dia morreu numa cruz (abre os braços na cruz-viva) e me deu acesso a tudo que Ele tem, a tudo o que Ele é!

 

[Os 2 personagens voltam para as posições originais]

 

NARRADOR: Eu olho para a cruz e vejo que a maior prisão de todas se desfez. Eu olho para a cruz e vejo que os pregos que prendiam essa pessoa hoje não prendem mais ninguém.

 

NARRADOR: Quando eu reconheço que alguém foi capaz de morrer por mim por amor e ressuscitou para me dar vida, eu vejo que a cruz que era minha hoje não é mais. Hoje eu olho para os céus abertos e vejo-o como Estevão um dia viu

 

[Os 2 personagens olham para o céu e gritam, juntos]

 

Os 2 personagens
: Jesus!

 

NARRADOR: À direita do Pai, cheio de glória e poder, e com o maior amor do mundo, te chamando de AMADO. Ele rompeu as barreiras que te separavam dEle para que você pudesse ser como Ele. Um dia Jesus viu descer do céu uma pomba e ouviu quem Ele era. Com você não é diferente. Você pode se ver livre de si mesmo, do seu cansaço e da sua força pois Ele abriu os céus para que você fosse como ele. Amado, justo, santo, perdoado e que herdasse tudo o que Ele tem.

 

NARRADOR: Jesus, que abriu os braços na cruz, também abriu os céus pra que você viva!

 

APELO.


Link vídeo: https://youtu.be/d_hx6DFBwfo


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